27 de nov de 2011

Quando a fraqueza vira força...By Dany

Minha amiga Mara Gabrilli ficou tetraplégica aos 26 anos, vítima de um acidente de carro. Isso foi há 15 anos. Desde então, não move um único músculo do pescoço para baixo. Ainda assim, é vereadora em São Paulo, onde já foi Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Também faz palestras, escreve artigos e comanda uma ONG que apóia dezenas de atletas portadores das mais diversas deficiências. E uma vez me disse que tem certeza de que voltará a andar... mas que não vai esperar que isso aconteça para ser feliz.


Mara usa sua condição — aliada a um charme descomunal, um raciocínio muito rápido, uma capacidade de articulação invejável e um sorriso que amolece o coração mais duro — para fazer um belo trabalho lutando pelos que são como ela. E tem conquistado muitos direitos para os portadores de deficiência, tornando melhor a vida de milhares de pessoas.

As irmãs Cabral são anãs. Adriana tem 1,20m e Mila tem 1,30m. As duas tiveram uma sacada genial: criaram, no Shopping Eldorado, em São Paulo, a Casinha Pequenina, uma loja especializada em miniaturas, da qual sou cliente. Elas sabem que duas irmãs anãs que vendem miniaturas é uma estratégia de marketing imbatível. Sua loja é um sucesso e já foi assunto de muitas matérias em jornais e revistas. Até no programa do Jô Soares elas foram entrevistadas.

Anos atrás, quando visitei o Centrinho de Bauru — como é chamado carinhosamente o Hospital de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio Palatais que integra o campus da Universidade de São Paulo (USP) —, uma referência internacional nas áreas de fissura lábio-palatina e deficiências auditivas, conheci uma Fonoaudióloga surda, cujo nome infelizmente não me recordo. Você leu certo: uma Fonoaudióloga surda. Ela aprendeu a falar e se comunica com tal desembaraço que eu julguei que estava falando com uma estrangeira, que falava o Português com um certo sotaque indefinido.

O fato de ser portadora dessa deficiência não só torna a moça capaz de diagnosticar com precisão os problemas de seus pacientes - na maioria crianças e adolescentes - como gera uma empatia enorme entre estes (e seus pais) e a profissional, vista por eles como a prova viva de que é possível ser produtivo, feliz e realizado, mesmo sendo portador de uma deficiência séria.

 

Agora que você conhece esses três casos reais, sugiro que reflita sobre o que pode fazer para transformar tudo o que possa parecer ser uma franqueza, sua ou de sua empresa, numa tremenda vantagem competitiva. 

 Por Marcelo Cherto*

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