6 de out de 2014

KUMPANIA IV

KUMPANIA IV

MEU CIGANO
Meu cigano chegou sem eu perceber.
Me rodeou, me rondou. Não me encarou.
E por isto, tentei roubar seu olhar...
Olhei, olhei até que enxerguei...Encontrei o luar.
Vi na argúcia de seus olhos, o balanço do mar.
Senti na tristeza de seu olhar, a solidão a lhe visitar.
Senti na seriedade de seu olhar, o amor a me convidar.
Por minha conta e risco...Concordei. Provei o petisco.
De nada me arrependo. Fui feliz. Sou feliz. Apenas isto.
Dizer sim, para o sim. Dizer não, para o não.
Com calma e serenidade, deixar crescer a paixão.
Bah! Balela! A paixão chegou de sopetão pela janela.
Instigante, insistente. Nem conhece a palavra “Não”.
Recusou-se terminantemente a ir embora. Virou união!
Antes de dizer tudo aquilo de doce que vivo e que amo,
Em primeiro lugar, com todas as forças, amo o meu cigano!.

Marina da Paz
Obra protegida



Amor Cigano
Ah, Cigano...
Sei o que pode me oferecer...
Labaredas de carícias ao anoitecer...
Em volta da fogueira eu hei de alvorecer
Na noite de lua cheia meu amor há de crescer
Posso morrer de amor...
Assim mesmo vou te querer...
Quero sentir de novo o teu abraço acolhedor!
Lembro-me do teu olhar profundo...
Enlouqueço!
Eu me entrego para este mundo...
A estrada que te levou parece tão distante...
Olho para ela a cada instante...
Meu sorriso não é mais como antes!
Ah, Cigano...
Como esquecer o teu calor?
Viver pensando é a maior dor...
Não é só paixão...
É amor.
Que reluz no meu coração!
Janete Sales Dany
Obra protegida



ALMAS CIGANAS LIBERTAS
Marcial Salaverry
 Almas ciganas amam a liberdade,
para amar com felicidade...
Como almas libertas que somos,
em liberdade ser amados desejamos,
e em liberdade vamos amando,
e ao amor nos entregando...
Nós não queremos nós nos atando,
nossa liberdade tolhendo,
nosso caminho por nós escolhendo...
Nós queremos apenas,
e sem quaisquer penas,
aqueles nós do amor,
quando no ato de amor,
que à alma dão calor,
fazendo o coração
entrar em rápida ebulição...
Marcial Salaverry
Obra protegida


MEU CIGANO!
Deparei-me contigo,
meu cigano,
nas sombras
de um caminho,
cruzando minha estrada.
Num atalho ao relento,
peito nú, camisa desfraldada,
oscilando ao toque do vento.
Tua mirada de faca,
penetrante como um aço,
arrebatou-me por inteiro,
num abraço prisioneiro.
Instigando paixão,
loucura e desatino,
desejo de pecado.
Teu cheiro de mato
tornou-se minha sina!
Maria Iraci Leal _ Nov/2008
POA/RS/Brasil

Obra protegida

2 comentários:

  1. Kumpania cigana, estou arrepiada!
    Que lindo resultado!
    Estou pura emoção!
    Amores arrebatadores!
    Quentes e cortantes miradas de faca!
    A todos, o meu muito obrigada por mais esta doce alegria
    de compormos juntos e em sintonia.
    Janete, sua arte-final é sempre linda!
    Deixo um mimo:


    Um coração que se faz rosa vermelha...
    Só poderá ser um coração cigano!
    Muito apaixonado cresce e...Floresce!
    Arrebatado, sabe se entregar por inteiro,
    Abraçadinho, sussurra a(o) eleita(o):
    (Docemente) Eu te amo!
    Assim cantaremos e dançaremos.
    Festa das estrelas por todo o ano!
    Somos! Do Vento, Filhos. Arriba gitanos!


    Minha gratidão a Vocês, por estes momentos ímpares de contentamento.
    Beijos carinhosos. Marina da Paz.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom dia querida Marcia!

      Fico feliz que gostou,
      e parabéns a todos!

      Belo poema,
      obrigada pelo mimo linda amiga!

      Amei

      Um dia de paz

      Beijos no coração

      Excluir

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