5 de ago de 2015

DUETO DE MARINA DA PAZ E JOÃO FURTADO


OLHOS D’ÁGUA (Publicada hoje e Destacada no PEAPAZ)
Olhos d’água,
Uma espiral gira em torno de si mesmo,
ora pra fora, ora pra dentro.
Ciclo da água. O universo é movimento.
Curso d’água,
Leito por onde derrama-se a vida.
E assim, o repouso sonoro da emoção.
Chuva de estrelas silenciam este fundo de rio.
Fluxo d’água,
Modera a chegada ao ribeirão.
Caminha...Desliza. Asperge. Abençoa.
Por entre o solo, a nuvem, o sol e o trovão.
Mãe d’água,
Goteja qual lágrima.
Verte, serena, ao coração.
Gruta. Dá origem, fecunda e nutre.
Fonte d’água,
Dessedenta, alimenta e trata.
Frescor, refúgio, harmonia, ecos e som.
Transparência.
Olhos d’água.

Marina da Paz
Brasil, 05 de Agosto de 2015



M - Muito belo seu poema
A - Alentou o meu espirito
R - Rico pela vida contida
I - Imaginei-me longe...
N - Na ilha onde nasci
A - A água a brotar das rochas...

D - De todos os lados possíveis
A - A caminhar para as ribeiras !

P - Pois aqui na terra dos meus pais
A - A água só vem de Céu e nem sempre
Z - Zelosos desesperamos esperando que caia!

M - Minha amiga e poetiza nobre
A - A Água e a chuva só se sabe o valor
R - Recusando elas de aparecer
I - Imaginas tu no deserto sem uma gota
N - Neste estado aqui estamos
A - Animais a morrerem e nada de pasto!

D - De repente cai uma gota do céu
A - A gente do campo semeia e espera...

P - Pinga mas não chove e estraga tudo
A - As sementes apodrecem e não germinam
Z - Zéfiros de esperança se tornam desilusão!

João Furtado
Http://Joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 05 de Agosto de 2015


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