23 de out de 2015

Acima de nós reluz a verdade




Vejo luzes intensas que só querem me encantar...
De portes distintos; nem sabem do meu olhar!
Corpos celestes além deste horizonte alienado
Vou andando embaixo deste incrível elevado...


Caminhando pela noite numa estrada sem fim
Deixo o chão lá atrás que se esqueceu de mim
Cada brilho neste céu luzente é uma quimera
Lágrimas lavam o chão e apagam o que eu era

Um gemido ao alto aceso; rubro, anil e dourado...
Potências de bilhões de anos, ouçam o meu brado!
A ilusão de que a altura sublime acate o meu grito
Estou peregrinando no nevoeiro do meu espírito...

Que eu seja reluzente para sobreviver aí em cima...
Sou poeta e chegaria ao clímax ao ver tanta rima!
Quero purificar a alma e reflorescer neste calor...
Posso até morrer no meio de tanta energia e amor.

Tenho uma insistência; quero contar as estrelas...
Todas têm essência; no céu é impossível não vê-las!
Fito o alto e desce um pranto eterno no meu rosto...
Fecho os olhos e peço que expire o meu desgosto!

Respiro o sentimento de culpa ao esquecer a claridade...
Eu sei que apesar da dor acima de nós reluz a verdade
Somos feitos do pó das estrelas que são obras de Deus
Que a luz do céu desça sobre nós e corrija os fariseus!

Janete Sales Dany
Poesia registrada na Biblioteca Nacional

T4899402
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