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25 de fev. de 2011

As três peneiras

 Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

        Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

        - O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

        - Três peneiras?  - indagou o rapaz.

24 de fev. de 2011

CONVERSA DE TÁXI III

Temporal. Torrencial. Sem guarda-chuva, mais uma vez, encharcada. Desesperada por um táxi. Nada. Todos lotados. Passou um, passaram 10 e de repente no meio do aguaceiro ela conseguiu enxergar que o que vinha estava VAZIO!! Prêmio dos prêmios... mais uma vez se atirou na frente do carro, acenando como louca pra ele parar. Nova freada brusca, nova entrada desesperada, sem fôlego, encharcada. Se jogou no banco de trás e, quando olhou para o retrovisor o motorista estava às gargalhadas...
-nossa, moça, parece que a senhora marca encontro comigo toda vez que chove e a senhora tá encharcada, desesperada!! Mais uma vez, quase te atropelei...
-moço, é o senhor!! não acredito...
-vou desligar o ar, pra não se resfriar. Vamos pro mesmo lugar da outra vez??
-é, Tijuca...
-sabe, to com novas músicas...vou colocar pra senhora ouvir, já sei que gosta...
- gosto sim. São bem bonitas. Seu cumpadre continua gravando pro senhor??
-então não? Sabe, ele tá aposentado, então se distrai fazendo essas gravações pra mim. Legal, né?
-muito. Todo mundo sai ganhando- seu cunhado que arranja ocupação, o senhor que fica com um som legal no carro e seus passageiros também que podem ter momentos de boa música...
-a senhora acredita que tem gente que não gosta? Outro dia peguei um sujeito todo arrumado, de terno e pensei “esse vai gostar” e perguntei se podia ligar o som
-e aí?
-ele disse vai em frente – e coloquei Rod Stewart- sabe aquele cd de música antiga?
-sei, adoro!
-acredita que ele falou “isso? Isso lá é música? Pensei que você ouvisse funk...desliga isso, vai...”
-funk, dona?? Eu tenho cara de quem ouve funk? Olha meus cabelos grisalhos, eu lá vou ouvir aquelas coisas ( aquilo não é música) chamando mulher de cachorra, umas letras agressivas... não é que o cara, todo enternado, gostava!!!
-sei lá onde a gente vai parar, moça...a senhora é professora, né?
-sou. como o senhor sabe?
- moça, da outra vez a senhora falou, mas acho que tava tão atordoada com a chuva que não deve lembrar...mas eu lembro...
- é, sou mesmo...
-a senhora deve padecer com as turmas, né?
-padecer como assim?
- moça, essa garotada agora não tem mais respeito por nada nem por ninguém. Se acham os donos da verdade, são agressivos- falta de educação mesmo, moça...
Em rio que  tem piranha, jacaré nada de costas...
-...não são tantos assim...tem muita gente interessada...
-interessada em ter o “diproma” – assim que essas antas falam – nem o nome  diploma falam direito... se a senhora ouvisse as conversas que ouço dentro desse carro... juntam 2 ou 3 e saem da prova se gabando como colaram, rindo dos professores, como uns maiorais... uma vez não agüentei, era tanto deboche que disse pra eles “é vocês colam, se acham espertos, acham que enganaram o professor, mas o professor já tem uma profissão, uma carreira e vocês, vão ser o quê? Coladores profissionais?”... na hora ficaram caladinhos...desaforo, falta de respeito...
-moço, é no próximo quarteirão...
-me lembro moça, pode deixar......pronto, aí tá a senhora, são e salva e menos molhada...
-obrigada ao senhor
-obrigada a senhora e no próximo temporal a gente se encontra...
Nunca mais o viu...

CONVERSA DE TÁXI III

Temporal. Torrencial. Sem guarda-chuva, mais uma vez, encharcada. Desesperada por um táxi. Nada. Todos lotados. Passou um, passaram 10 e de repente no meio do aguaceiro ela conseguiu enxergar que o que vinha estava VAZIO!! Prêmio dos prêmios... mais uma vez se atirou na frente do carro, acenando como louca pra ele parar. Nova freada brusca, nova entrada desesperada, sem fôlego, encharcada. Se jogou no banco de trás e, quando olhou para o retrovisor o motorista estava às gargalhadas...
-nossa, moça, parece que a senhora marca encontro comigo toda vez que chove e a senhora tá encharcada, desesperada!! Mais uma vez, quase te atropelei...
-moço, é o senhor!! não acredito...
-vou desligar o ar, pra não se resfriar. Vamos pro mesmo lugar da outra vez??
-é, Tijuca...
-sabe, to com novas músicas...vou colocar pra senhora ouvir, já sei que gosta...
- gosto sim. São bem bonitas. Seu cumpadre continua gravando pro senhor??
-então não? Sabe, ele tá aposentado, então se distrai fazendo essas gravações pra mim. Legal, né?
-muito. Todo mundo sai ganhando- seu cunhado que arranja ocupação, o senhor que fica com um som legal no carro e seus passageiros também que podem ter momentos de boa música...
-a senhora acredita que tem gente que não gosta? Outro dia peguei um sujeito todo arrumado, de terno e pensei “esse vai gostar” e perguntei se podia ligar o som
-e aí?
-ele disse vai em frente – e coloquei Rod Stewart- sabe aquele cd de música antiga?
-sei, adoro!
-acredita que ele falou “isso? Isso lá é música? Pensei que você ouvisse funk...desliga isso, vai...”
-funk, dona?? Eu tenho cara de quem ouve funk? Olha meus cabelo grisalhos, eu lá vou ouvir aquelas coisas ( aquilo não é música) chamando mulher de cachorra, umas letras agressivas... não é que o cara, todo enternado, gostava!!!
-sei lá onde a gente vai parar, moça...a senhora é professora, né?
-sou. como o senhor sabe?
- moça, da outra vez a senhora falou, mas acho que tava tão atordoada com a chuva que não deve lembrar...mas eu lembro...
- é, sou mesmo...
-a senhora deve padecer com as turmas, né?
-padecer como assim?
- moça, essa garotada agora não tem mais respeito por nada nem por ninguém. Se acham os donos da verdade, são agressivos- falta de educação mesmo, moça...
Em rio que  tem piranha, jacaré nada de costas...
-...não são tantos assim...tem muita gente interessada...
-interessada em ter o “diproma” – assim que essas antas falam – nem o nome  diploma falam direito... se a senhora ouvisse as conversas que ouço dentro desse carro... juntam 2 ou 3 e saem da prova se gabando como colaram, rindo dos professores, como uns maiorais... uma vez não agüentei, era tanto deboche que disse pra eles “é vocês colam, se acham espertos, acham que enganaram o professor, mas o professor já tem uma profissão, uma carreira e vocês, vão ser o quê? Coladores profissionais?”... na hora ficaram caladinhos...desaforo, falta de respeito...
-moço, é no próximo quarteirão...
-me lembro moça, pode deixar......pronto, aí tá a senhora, são e salva e menos molhada...
-obrigada ao senhor
-obrigada a senhora e no próximo temporal a gente se encontra...
Nunca mais o vi...

CONVERSA DE TÁXI II

A chuva era torrencial. Possibilidades de pegar um táxi – zero. Estava encharcada, pingando água como se tivesse saído do chuveiro.De repente, aparece um táxi, ela praticamente se atira na frente dele, o motorista dá uma freada e ela se joga lá dentro, quase sem poder falar.
-moço, obrigada. Olha como eu estou. Vou molhar seu carro todo
-problema nenhum, moça. Fiquei assustado porque quase atropelei a senhora. Agora tá mais calma? – enquanto isso o carro está parado.
-estou sim, obrigada, mas quero lhe pedir um favor – pode desligar ou diminuir o ar condicionado, estou tão encharcada que tenho medo de pegar uma gripe
-claro. Pra onde, moça?
-Tijuca. Pelo túnel...
-já vi que a moça gosta de emoções fortes...
-como assim?
-moça, passar por aquele túnel, essa hora da noite é meio suicídio, né? Mas tudo bem, vamo embora... A senhora é professora, não é?
-sou, sim....
-imaginei, pelo horário, aqui nesse lugar, debaixo desse aguaceiro... só sendo professora mesmo... gosta de música?
(toda arrepiada de frio e antevendo o pagode que viria...)
-depende da música
-sabe o que é, eu tenho um cumpadre que grava um monte de cd pra mim só de música que eu gosto e daí fico escutando o dia todo, ajuda a passar o tempo...
-sei...
-mas quando tô com passageiro, sempre pergunto antes, que tem gente que não gosta, nem de conversar, a senhora acredita??
-acredito. Mas pode colocar sua música. Não me importo...
Pra surpresa dela, começa uma seleção de Frank Sinatra...
-moço, que músicas lindas!!
-pois é, moça, ajuda a acalmar, né? Aposto que a senhora nem tá mais lembrando que tá molhada como um pinto...
A viagem foi ao som de Sinatra. Chegou em casa ainda molhada, mas de espírito renovado... fez tudo valer a pena...

CONVERSA DE TÁXI I

-Bom dia!
-...dia
- por favor vamos pra  Ipanema?
- quer ir por onde?
- pelo túnel, né? é mais rápido... tô meio apressada...
- túnel? tá tudo engarrafado. Quer assim mesmo?
- não, moço, quero ir rápido. Já disse que tô atrasada...
- isso que dá- fica molengando pra sair de casa, depois quer milagre...
-molengando?? o que o senhor sabe da minha vida?? que papo é esse?
-calma, dona. Tô só falando... na moral, se saísse mais cedo, não tava nessa correria, querendo milagre...
-quem falou em milagre??? o senhor pode só dirigir e me deixar sossegada...
- tá bom, a senhora quem manda....-trimrimrim-  alô, oi amor...
-moço, o senhor não pode dirigir e falar no celular...
-mor, pêra aí...escuta aqui, dona, o carro é meu, o cel é meu, o amor é meu, sacou??
- mas assim não dá...
-mor, pêra aí de novo – dona o que não dá é a senhora enchendo meus ouvidos desde que entrou no meu carro...fala amor...sei, mas fala pro teu irmão que não dá pra gente ir nesse churrasco....sei amor que você quer ir, mas já marquei o futebol com a rapaziada – péra aí – ô desgraçado, olha por onde anda... não amor, não foi com você... tá bom conversa com ele e de noite a gente se fala... beijo... ah! Olha, me espera bem cheirosa que hoje tem... também te amo...
- acabou? agora pode dirigir com mais atenção??
- ............
-parece que hoje vai chover, né?
- olha dona, se vai chover não sei, mas o que sei é essa cidade, sem chuva já é uma zorra, com chuva vira uma m....
- (fingindo não ter ouvido a última palavra) tem muito boeiro aberto...
- culpa de quem??? Governo!!! A gente paga uma p.....de imposto e eles mete tudo no próprio bolso... é a gente tá entregue mesmo... pronto, tamos em Ipanema- qual é a rua?
-Visconde de Pirajá, esquina da Vinicius
-que Vinicius?
-Vinicius de Moraes...
-ahn, aquela... tá...
-aqui mesmo tá bom. Quanto é?
-o que tá marcando no taxímetro! num tá vendo?? melhor usar óculos...
Saltar do táxi correndo e tomar um banho de sal grosso foi a única coisa que passou pela cabeça dela! ...

Amor de Verdade

Um senhor de idade chegou num consultório médico, para fazer um curativo em sua mão onde havia um profundo corte. E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso. O médico que o atendia, curioso perguntou o que tinha de tão urgente para fazer.
O simpático velhinho lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de alzheimer muito avançado.
O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
No que o senhor respondeu:
-Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece mais.
O médico então questionou:
- Mas então para que tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?
O velhinho então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu:
-Ela não sabe quem eu sou...Mas eu sei muito bem quem ela é!
http://www.simplescoisasdavida.com/amor-de-verdade/

23 de fev. de 2011

TRÊS DESEJOS DE ALEXANDRE:

Por isso ele era chamado de o Grande!
Os 3 últimos desejos de ALEXANDRE O GRANDE:
1, Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2, Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistado como prata , ouro, e pedras preciosas ;
3, Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a ALEXANDRE quais as razões
desses pedidos e ele explicou:

1, Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura
perante a morte;
2, Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui
conquistados, aqui permanecem;
3, Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos
vazias partimos.
Pense nisso..
PERANTE A VIDA PODEMOS SER DIFERENTES ENTRE NÓS, MAS PERANTE A MORTE
SOMOS TODOS IGUAIS...

http://www.sermao.com.br/2010/12/os-ultimos-tres-desejos-de-alexandre-o-grande/

A tabua

Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito explosivo. Um dia, ele recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira. O pai disse a ele que martelasse um prego na tábua cada vez que ele perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia, o garoto colocou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar sua raiva, o número de pregos martelados por dia foi diminuindo gradativamente. Ele descobriu que dava menos trabalho controlar sua raiva do que ter de ir todos os dias pregar diversos pregos na placa de madeira.
Finalmente, chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em hora alguma. Falou com seu pai sobre seu sucesso e sobre como estava se sentindo melhor em não explodir com os outros. O pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que os trouxesse para ele.
O garoto então trouxe a placa de madeira, já sem os pregos, e a entregou a seu pai.
Ele disse: "Você está de parabéns, meu filho, mas dê uma olhada nos buracos que os pregos deixaram na tábua".
Ela nunca mais será como antes".
Quando você diz coisas com raiva, suas palavras deixam marcas como essas. Você pode enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la. Não importa quantas vezes você peça desculpas, a cicatriz ainda continuará lá.
Amigos são como jóias raras. Eles te fazem sorrir e te encorajam para alcançar o sucesso.
Eles te emprestam o ombro, compartilham
dos teus momentos de alegria e sempre querem ter seus corações abertos para você.

Autor Desconhecido

A CAMINHADA

Um velho, um menino e um burro vinham caminhando por uma estrada.
Algumas pessoas passavam e comentavam:
- Ora, são mais burros que o próprio burro. Caminham a pé e o burro segue
descansado. O velho refletiu e resolveu: Sentou-se no dorso do burro e continuaram a
caminhada.
Outras pessoas passaram e comentaram:
- Olha que maldade. O velho folgado em cima do burro e o pobre menino
caminhando.
O velho achou melhor descer do burro e colocar o menino no seu lugar.
A caminhada seguia tranqüila até que alguns passantes comentaram:
- Olha o absurdo da situação. O menino, que é novo e forte vai no lombo do
animal e o velhinho, coitado, segue caminhando.
O velho então, já confuso, tirou o menino do lombo do animal e terminou a
caminhada carregando o burro nas costas.

Com esta fábula aprendemos que as nossas ações têm de ser fundadas para que sejam firmes e determinadas. Se não tivermos certeza dos nossos objetivos e determinação nas nossas propostas, com certeza deixaremos que todas as influências interfiram em nossa estrada, confundindo nossas idéias e deixando-nos completamente perdidos.
Acreditando no caminho que traçamos, percorreremos com tranqüilidade em direção ao rumo certo, sem nos deixarmos abalar pela opinião dos outros.



http://www.minuto.poetico.nom.br/msg308.php

22 de fev. de 2011

O TELEFONE


 
Resolvi comprar telefone novo – desses com internet...afinal tenho que me tornar moderna, pois se até blog criei...
Entrei na loja – tem que pegar senha pra ser atendida – olhei meu  número e o daquela caixinha luminosa que acende e toca e vi que faltava muito pra ser atendida – aliás, como sempre...nunca peguei uma senha  que meu número fosse o próximo; sempre faltam, no mínimo. 15 pessoas pra serem atendidas antes de mim...
Fui perambular pela loja, olhando modelos de aparelhos, atenta aos preços – meu dinheiro não é capim de beira de estrada – cada aparelho mais poderoso que o outro...
Fiquei fascinada! fazem de um tudo – só faltam ensaboar nossas costas! ( aí ia ser um delírio...) Mas além dos preços salgados, eram tantas as funções com uma sucessão de siglas – pra mim incompreensíveis, estava mais pra sopa de letrinhas – nunca ia conseguir usar tudo.
Esse mundo virtual é novo pra mim, ainda me espanto e de nada adianta ter um foguete supersônico na mão se só sei conduzir carroça de jegue...
De repente meu olhar bateu num aparelho, estava lá, branco,  preço ótimo, sopa de letrinha menos variada... E aquele celular piscou pra mim! Ficamos lá, flertando, nos conhecendo... Ah, pra quem não sabe o que é flerte, aí vai explicação: na minha  juventude os namoros começavam com um flerte, olhar um para outro, de longe, até uma sutil aproximação física... Explico porque, naquela época, não se saía de casa, como hoje, já com “garfo e faca” na mão...
Então flertamos e chegou minha vez. Atendente gentil, mostrou aparelho, branquinho  (secretamente antigo sonho de consumo) e ligou telefone...tudo ótimo!
“ E como acesso a internet? “ – sim, porque essa era razão pra querer telefone novo, senão ficava com meu modelo antigo, quase uma BMV ((Brasília meio velha ), mas que fala e recebe... Sou do tempo em que era só isso que telefone fazia...
À pergunta sobre internet, a vendedora arregalou os olhos e me disse que ‘não sabia’... Eu ri, porque com certeza eu sabia menos que ela e todas as minhas esperanças em sair com celular novo, com pleno acesso à internet, repousavam nos ombros da gentil vendedora...
“Então, meu anjinho, estamos com um problema! Porque veja bem, eu mal consigo lidar com meu notebook, companheiro velho de guerra, pra mais de 3 anos... agora imagina essa coisa nova, cheia de ícones que, pra mim, são grego...”
“Mas aqui nós não somos treinadas pra isso...”
Boa vontade a menina tinha – foi, voltou, apertou mil teclas, combinações variadas – nessas alturas eu já palpitava, me sentindo meio pós-doutora, diante do desconhecimento dela... Afinal, se deu por vencida – e eu também – e me deu um número de telefone pra eu ligar de casa.
“Liga do seu telefone fixo, porque aí a senhora fica com o celular livre – eles vão dar o passo a passo e a senhora acessa a internet...”  Saí de lá confiante, pronta pra dançar um bolero telefônico e, enfim, ter meu novo bichinho de estimação cibernético...
Liguei para o tal número do “passo a passo”... atendimento eletrônico (nada me enlouquece mais! ), mil opções são dadas pra teclar – quando acaba de elencar o rol de opções, já me perdi e não lembro mais qual tecla devia apertar...mas há uma esperança...’digite zero para voltar ao menu inicial’... e lá vou  eu, de novo, para o menu... Se esse menu fosse de comida, eu devia pesar mais de 100 quilos, tantas vezes que acessei...
Quando consegui, afinal, ir apertando as teclas corretas, pensei ‘agora vem o passo a passo’... e recebo a seguinte frase: ‘sua ligação é muito importante para nós, agradecemos por chamar a.... ( operadora )’e...FIM DA LIGAÇÃO!
Ou seja, o passo a passo, virou um passo escorregadio, um trompaço, um tapete puxado e eu estarrecida olhando para o telefone fixo e para o celular inoperante...
Voltei à loja dois dias depois – nesse meio tempo, tentei de tudo com o celular, só faltei mandar benzer ou exorcizar, e nada... Na loja, depois da espera da senha ( é de lei ), sentei e contei meu drama para atendente  (outra, simpática, também ).
“Senhora, aqui nós não fazemos isso...”
“Está certo, meu anjo, mas,  por favor, me diz quem faz? onde? porque o passo a passo não funciona...”
“A senhora está vendo aquele telefone ali – apontou para um pedestal atrás de um vidro que, nessa hora, estava sendo usado por uma senhora – então, ali é o pronto  atendimento...a senhora tira o fone do gancho, eles atendem na central e vão lhe dar todas as informações...”
Esperanças renovadas, olhei para a senhora no telefone – cara dela de desalento derrubou minhas esperanças - chegamos a começar a conversar e ela me disse que estava ali há uma eternidade...
Passados uns 20 minutos, consegui pegar o telefone do pronto atendimento – SEIS tentativas, porque caíam as ligações em determinadas etapas – até retirar bateria e chip e recolocar eu fiz, com a ajuda da vendedora, agora a bonitinha que me vendeu o aparelho, visivelmente feliz em me rever...
Na 6ª vez que caiu o ‘pronto atendimento’, eu disse que queria falar com a gerente, supervisora, qualquer que fosse o nome da função da responsável...Veio uma mocinha, muito gentil ( todas são ) e me disse que ‘o telefone do pronto atendimento tinha sido quebrado por um cliente’... Isso me colocou com cabelos em pé! Cliente satisfeito não quebra telefone...e ela completou ‘aqui nós não fazemos configuração de aparelho...’
“E quem faz?”
“ A senhora tem que ir numa loja da operadora X...”
“Meu anjinho, eu ESTOU numa loja da X, isto é uma loja...”
“Não, senhora, isso é uma franquia...”
“??? franquia ou não, pra mim É uma loja – tem placa luminosa enorme na porta, vocês vendem aparelhos e linhas telefônicas...É UMA LOJA, SIM...”
“Não, senhora, lojas a senhora encontra nos seguintes lugares...( parêntesis pra se entender a localização das LOJAS – imagina que eu moro quase no oeste de Minas Gerais – as LOJAS ficariam no Oiapoque, no Chuí, em São Paulo – capital – e na fronteira mais oeste de Mato Grosso...) – nesses shoppings, continuou ela, a senhora encontra uma loja”
“Olha só, eu estou numa LOJA, num shopping...você está me dizendo que eu tenho que atravessar a cidade pra encontrar alguém pra configurar meu telefone?”
“Sabe senhora, aqui nesse shopping até existem esses configuradores, mas eles ficam 1 ou 2 horas nas lojas de cada operadora e depois vão pra outra...”
“Espera, deixa ver se eu entendi: você me diz que se eu não quiser atravessar a cidade, em qualquer direção, eu tenho que sair por esse shopping aqui, procurando um configurador de telefone que eu não conheço? uma pessoa que nunca vi? como é que vou achar?  meu anjinho, eu não estou numa gincana...”
“Mas senhora, é assim mesmo...”
“Não é, não! ...ERA assim, porque de agora em diante, pelo menos comigo, a configuração vai ser feita aqui, sim, e vou sair daqui com a internet ligada...”
O que mais me surpreendeu foi a calma que mantive todo esse tempo – passo a passo não funcionou, pronto atendimento com telefone quebrado por cliente insatisfeito, configurador que tem que ser encontrado com auxílio de bússola ( ou GPS pra ser mais moderno...)
“E se nós trocássemos o aparelho? Será que funcionaria?”
“É, pode ser.. .a senhora senta ali que vou pegar outro – só no estoque lá em cima – volto já”
Sentei feliz da vida- estava tendo atendimento personalizado!
Vem o novo aparelho – troca tudo: chip, bateria... nada! retorna para o ‘meu’...nada...
“Mas eu quero tanto atender a senhora...vou tentar mais...”
Nessas alturas, a vendedora simpatiquinha, do primeiro dia, já estava debruçada ao lado da sub-gerente...queria aprender...
Aperta tecla aqui, vai pra lá, volta, várias tentativas...e aparece outra vendedora...a sub-gerente chama e me diz ‘ela entende tudo de internet – agora a gente consegue...’
E a 3ª vendedora se debruça e, segurando seu próprio celular, vai informando os atalhos e teclas e a sub-gerente fazendo tudo e...voilà, telefone configurado, internet funcionando!
Feliz da vida, olho pra sub-gerente e digo ‘tá vendo, menina, agora você já sabe configurar...quando aparecer outro cliente aflito e perdido como eu, você está pronta...’
Ela olhou pra mim e respondeu rindo:
“Quem disse que aprendi? sou disléxica...não consigo assimilar nada que leio...tudo tem que ser explicado verbalmente! se a senhora pedir pra fazer de novo, não tenho a menor noção...”
Disléxica?? Como assim? Com tanta gente no mundo fui me deparar justo com uma disléxica pra configurar meu aparelho?
Bom, a sorte dos futuros clientes é que tanto a tal vendedora  simpatiquinha viu tudo e aprendeu, como a outra que ‘entende tudo de internet’ estão por lá, senão, minha gente, quem for leigo como eu, prepare bússola ou uma mochila pra viagem, se quiser seu celular configurado...
E eu sobrevivi a tudo isso...passo a passo em falso, pronto atendimento despencado por causa de telefone quebrado por cliente insatisfeito, possibilidade de deslocamentos gigantescos ou gincana ‘encontre um configurador’ e uma sub-gerente disléxica...
Valeu ou não minha idéia de comprar um novo telefone?



20 de fev. de 2011

FOLHA EM BRANCO



 
Certo dia eu estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço, dirigiu-se a mim e disse:

"Professor, pode me dar uma folha em branco?"

L
evei a folha até sua carteira e perguntei porque queria mais uma folha em branco. Ele respondeu:

" Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez".
Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz, dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo por ele.Aquela sua atitude causou-me simpatia. 
Hoje, lembrando aquele episódio simples, comecei a pensar quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que DEUS lhe deu até agora, e só têm
feito rabiscos, tentativas frustradas e uma confusão danada...

Acho que agora seria bom momento para se pedir a DEUS uma nova folha em branco, uma nova oportunidade para ser feliz. 

A
ssim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção que demos aos ensinamentos do Mestre.
N
ão importa qual seja sua idade, condição financeira, religião, etc. Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo. Não se preocupe em tirar 10, ser o melhor.
Preocupe-se apenas em aplicar o aprendizado que recebeu nas aulas do Mestre.  Ele se interessa por aquele que pede ajuda e repete toda a "matéria" dada, portanto, só depende de você.   
 Rita Pando

Nunca é tarde para recomeçar;
O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro:o abandono
A raíz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
O presente mais bonito: o perdão
A rota mais fácil: o caminho certo
(autor desconhecido) 
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