11 de jan. de 2014

A Liberdade de ser um cigano




Em cada manhã o sol desponta no horizonte do meu viver
Tenho caminhos ainda não descobertos que vou conhecer
De noite eu lavarei o meu corpo cansado nos rios da vida
Dormirei num sono calmo, pois sempre rezo e curo a ferida!

A lua será a lamparina que vai iluminar a minha escuridão
O canto do grilo é a canção e faz ritmo com o meu coração!
Pode surgir o frio de mansinho e ele não costuma me avisar
Sorrio e acendo a fogueira, pois sei que muitos irão dançar!

E surge de novo o sol esquentando as águas do meu mar
Eu encontro num novo dia outros horizontes para sonhar
Nasci num mundo inteiro e não só numa pequena porção
A terra seria um paraíso se alguns esquecessem a divisão

Este sol que queima o teu rosto está queimando o meu
Este chão que está debaixo dos meus pés também é seu
Caminho observando o que a bela mãe natureza nos deu
Profuso milagre cheio de cantos e cores ela nos ofereceu

Janete Sales Dany

Licença Creative Commons
O trabalho A liberdade de ser um cigano de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.


 


6 de jan. de 2014

Gypsy Magic




Lindas cenas

Gypsy Magic é um filme macedônio, produzido em 1997 e  dirigido por Stole Popov. Foi apresentado à Academia de Cinema para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas não foi aceito como candidato. 

Uma história romântica sobre uma família cigana que vive na periferia da capital da Macedônia fazendo um último e desesperado esforço para encontrar seu caminho para fora do infortúnio nos Balcãs. Fala sobre seus esforços através da vida cotidiana e descreve suas ambições e seus sonhos honestos e doces (muito doces para o mundo moderno, talvez) 

Uma história que espelha a história universal de rejeição ao povo Romani, os heróis esquecidos de rua que fazem a notícia só nos obituários ou seções de crime... 


29 de dez. de 2013

RECEITA DE ANO NOVO



Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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