28 de out. de 2014

FOGUEIRAS


MARINA DA PAZ


Rachas. Lenhas. Leiras.
Carvão. Álcool. Papel.
Oxigênio. Balão no céu.
Acidente. Incêndio.

O imprevisível...

E então...


Fogueiras.

RESPOSTA PARA Gilberto Nogueira de Oliveira



RESPOSTA PARA Gilberto Nogueira de Oliveira

G ente assim também existiu
I nfelizmente nas roças ouvi dizer
L embrança de infância algo ficou
B em... Com o tempo chegaram
E ergueram bandeiras mais belas
R esplandecente o sol também
T eve razões para sorrir um pouco
O dinheiro este continuo tão pouco, tão pouco...


N ada na barriga ela continuou vazia
O açoite acabou e o trabalho livre
G entilmente só quem queria e podia
Ú nica certeza é que nem com ele
E muito menos sem ele para se viver
I nfelizes eles sonhavam com a Ilha
R espiravam e suspiravam com o regresso
A inda continuam a respirar e a suspirar... É LONGE E ILHA!


O ntem chegaram quatro e para... dizem
L embrança e matar a saudade
I nfelizes não viram nada do que deixaram
V er 1947 em 2014 é obra de magia
E vão regressar... Tudo está diferente
I nfelizmente as raízes deixadas verdes
R essequidas e mortas estão há anos
A s poucos restantes olvidaram a memória!

Praia, 28 de Outubro de 2014
João Pereira Correia Furtado

27 de out. de 2014

BAILARINA



MARINA DA PAZ


Malha, saiote,
Sapatilha e purpurina.
Dança, pirueta,
Baila, alma-menina.

Sob Lua argentina,
Noites ensolaradas,
Madrugadas estreladas,
Manhãs cristalinas...

Baila, baila. Adora sua oficina.
Baila, sangra. Rigorosa disciplina.
Baila, encanta. Meiga menina.
Baila, enleva. Nômade bailarina.

Feliz segue. Será esta a sua sina.
Atenção! Próximo espetáculo!
Laços de cetim, chapéus de cartolina.
Mágicos, malabares, trapezistas.

E o Palhaço? Corre! Rouba um ósculo...
Da fada que verseja com os pés.
Apaixonada, ela rodopia e levita.
Lamparina...És o que és...

Corpo. Matéria de sonhos.
Ação, lei natural.
Docemente, desvelará...
Aquarelas da escala musical.
Ascensão... Espiral... Espiritual...

Sem rima.

Bailarina.



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