15 de nov. de 2014

Rosalina Gonçalves Ramos Herai

Rosalina Gonçalves Ramos Herai

Resolvi contar um historia
Onde existia uma menina Rosalina
Sabia que ela nasceu num dia
Assim como hoje e numa terra
Longe e que chamava Campo Grande
Isto é no Mato Grosso do Brasil
Nossa heroina gostava de poesias
A poetisa escrevia lindas poesias
 
Grandes sonetos e prosas poéticas
Olhava o sol ou a lua e lá estava ela
Na ansia normal do poeta a escrever
Ç – Com tanto esmero que era única
Aquele dia a menina poetisa ROSALINA
Lembrou-se de pedir ao poeta um poema
Vou fazer um poema para ti... disse o poeta
E começou a pensar que poema
Seria digna para ela e num dia especial
  

Respirou fundo e suspirou e chegou
A pensar que não ia conseguir

Mas nisto apareceu a inspiração
Obra das Musas e de Deus
Será um poema de aniversário....

 
Hoje ela faz anos e é dia de festa
E ela merece que lhe deem PARABÉNS

ROSAS PERFUMADAS de presenta
A poesia ficará para amanha, hoje o
Importante é sentir o poema que está no ar!

João Furtado
15NOVEMBRO2014
http://joaopcfurtado.blogspot.com

9 de nov. de 2014

MURO DE BERLIM OU AS LUZES DA PAZ

MURO DE BERLIM OU AS LUZES DA PAZ

Meu filho, há anos onde hoje vez as luzes
Um murro foi criado para dividir o mundo
Reza a história recente que de um lado
O Ocidente e do outro o Oriente se localizava.

De que forma descobriam como eles pensavam
Eu não cheguei nunca a perceber claramente!

Bem… Teve alguns casos em que a família de repente
Estava separada pelo Murro que fez mais mal que as muralhas
Reforçadamente criadas na China antiga que ainda existe
Lamentavam alguns e tentavam mudar de lado
Infringiam-se pesadas penas e até muitos morreram
Mas um dia, os homens cansados, resolveram derruba-lo….

Foi um dos maiores acontecimentos da vida
As pedras e os cacos serviram para construir
Zelosas ideias da democracia e da união fraterna
 
Agora, hoje tiveram mais uma linda ideia
No espaço onde existia o Murro para separar e dividir
Os homens colocaram luzes e balões para iluminarem
São as luzes da paz, meu filho, assim deverá ser eternamente!

 DA QUEDA!

João Pereira Correia Furtado
Praia, 09 de Novembro de 2014

6 de nov. de 2014

A VISITA DO TIO JOAO - CONTO PREMIADO NO PRIMEIRO LUGAR

A VISITA AO TIO JOÃO
A única riqueza que lhe restava era a vida. Com setenta e poucos anos parecia ter mais de oitenta. Todo curvo e cheio de reumatismo. Os amigos foram se escasseando, os mais novos ocupados com a vida e os mais velhos iam aos poucos para a verdadeira morada. Os vizinhos iam se trocando e os novos inquilinos vieram vacinados e imunes do conhecido e tradicionais “olá”, “bom dia”, “boa tarde” ou “até amanha, se Deus quiser”.  As famílias? Também foram vacinados, estamos no mundo das vacinas e das imunidades.
Ele comprou um apartamento onde morava com a mulher e dois filhos, em Carnaxide, não muito longe de Lisboa. Os filhos com a febre da emigração e a falta de trabalho digno emigraram. Foram para a França.
Certo dia a mulher adoeceu e ele fez tudo para que ela se curasse, mas o câncer foi mais forte. Dois anos depois e com muita dor e sofrimento ela recebeu a visita do Senhor e teve a Paz da Alma. Foi um alívio, para ela que tanto sofria e para ele que não sofria menos vendo sua amada a sofrer.
A partir daquele dia o céu apareceu mais cinzento, o sorriso menos alegre e o andar mais cansado. Recolheu-se a casa e só saia para ir a mercearia. Falava com o dono da mercearia, quem lhe dava algumas vezes fiado e ele pagavam quando recebia a pensão. Depois de algum tempo só o merceeiro sabia que ele era o Tio João. O Tio João era cada vez mais uma sombra ambulante.
Certa noite, depois de passar por mercearia e saldar todas as suas dívidas foi para o seu apartamento descansar. Era o que fazia diariamente. Descansava enquanto a cidade continuava a viver acordada dia e noite. Naquele dia não foi a excepção. Lá fora continuava a vida, carros a passarem, mulheres e homens a falarem dos seus problemas, jovens a namorarem, prostitutas e prostitutos a prostituírem… Enfim o normal do dia-a-dia.
Ele sentiu um leve bater na janela, estava no quinto andar, ninguém bateria a janela de um quinto andar, mas ele ouviu e levantou e foi ver. Perguntou se hesitar:
-Quem é?
-Sou eu, o teu Amigo, a tua Família, sou eu o Jesus Cristo, vim ti buscar.
-Um momento que vou abrir a Janela…
-Não é necessário, só preciso de ti… O teu corpo pode ficar, sai e vem que não temos tempo a perder.
O Tio João deixou de ir a mercearia, depois de duas semanas o merceeiro participou a Policia. Foi enviado um policia que foi e encontrou a porta fechada. Não havia arrombamento, estava tudo normal e nem havia o cheiro fétido da morte… Talvez já tivesse passado ou talvez, como era no mês de Dezembro e com o frio…. O cheiro não chegava a porta. Com tudo normal, tudo deve ficar normal.
Dez anos depois o serviço das Finanças recordou das dívidas do Tio João e leiloou o apartamento para pagar as dívidas do mesmo apartamento e ordenou que a porta fosse arrombada. O novo inquilino tinha que tomar a posse da sua propriedade…
O Tio João dormia eternamente na cama a espera que fosse enviado para sua última morada. Estava tão sem nada que podia ser usado para estudo do esqueleto humano.


Praia, 29 de Outubro de 2014
João Pereira Correia Furtado
http://Joaopcfurtado@tacv.aero

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