27 de dez. de 2014

CANDELABRO – UM CONTO DO NATAL NO CIRCO


MARINA DA PAZ

Novembro e Dezembro, no Circo.
Nas atividades da Kumpanya Krystal.
Palhaço, malabarista, bailarina, mágico, etc e tal.
Levando a alegria da Estrela-Guia do Natal.

Preces e louvores e, então, a última apresentação.
Peço ajuda aos amigos e companheiros de tantas caminhadas.
Ali fui o verdadeiro palhaço que fazia rir enquanto por dentro chorava...
E me peguei rindo, toda a turma de amigos brincando, me empurrando...Animada.

Semana Sagrada, sinal de recolhimento. Acabou toda folia.
Sentirei muitas saudades daquele leve coração
Que se unia ao meu, em inocentes brincadeiras.
Grata à oportunidade. Cigana... Sei que o desapego trará a união.
(mas como é difícil, daquilo que é belo e bom, se abrir mão...)

Choro e renovo o meu altar; Aquele, no centro do meu coração.
Preciso mexer no altar de Mãe Sara. Assim, trabalhar minha emoção.
De lilás, branco e roxo, passa a vermelho com dourado.
Mestres do Oriente e do Ocidente e o nosso Mestre tão amado...

Chove forte...  Água forte. Água dura.
Remove as feridas, os arranhões, transmuta. Faz a varredura.
Águia. Água sagrada, vem! Lava o céu e a terra.
Abençoa ao brotar, todos segredos e riquezas que aqui se encerra.

Raios e trovoadas trazem ao meu colo a minha companheirinha.
Anjo canino, “menina” levada, doce e, para sempre, Belinha.
Páro tudo o que estou fazendo. Ficamos quietas, aconchegadas.
Wladimir chega enérgico. Sorri. Em minha testa, uma corda perolada.

Ao meu lado, uma senhora morena clara de rosto redondo,
Cigana do Oriente Médio (?), cabeça e rosto envoltos
Num lenço vermelho...Mal fala português. Balbucia.
Kandel...Candel...Candelabro...À mente, labaredas soltas...

Ele facilita a comunicação dela, de maneira especial...
- Reparou que neste período cada filho seu recebeu um presente?
No Circo, recuperou-se o meu filho, em singela tarefa, não habitual.
Gratidão de Mãe...A cada deslocamento seu, retribuí aos seus amores. É Natal!

Instrumento simples, ainda tão pouco afinado...
Não poderia esperar...Lágrimas sublimes rolam pelo rosto...
Agora sim, após este generoso cuidado, o meu altar está pronto.
Pelo Amor vivi, o necessário fiz e farei, sempre com muito gosto.

Não julgo, apenas vivencio, porque reconheço minha ignorância.
Graus diferentes, porém enquanto humanidade, ainda somos muito crianças.
Deixemos renovar nossa entrega à Sagrada Infância! Esperança!
Para o Amor nunca existiu tempo, lugar, nem mesmo distância...

Azeite. Candeias. Cândido. Angelus.
Krystal. Candelabro-Lona de Circo, Eu Sou.
Ao Menino-Jesus e ao Fogo do Espírito Santo me abro.

Cand Angel. Candelabro de Natal. Candelabro.


12 de dez. de 2014

Mandela, a terra te ama! By Janete Sales Dany

 

A paz não morreu
Pois no céu floresceu
Mandela...
Até agora está acesa a tua chama!
Saiba que a terra te ama
Ficou no eco da humanidade...
O teu grito por liberdade
A tua luta pela igualdade
O teu não à discriminação
A tua luz na escuridão
Que seja eterna a tua lição...
Devemos viver como irmãos!
Mandela, a terra te ama!
Ainda está acesa a tua chama...
Será para sempre...
Eternamente!

Janete Sales Dany

Licença Creative Commons
O trabalho Mandela, a terra te ama! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

7 de dez. de 2014

AO ENTARDECER O QUADRO CONTINUA-MENÇÃO HONROSA

AO ENTARDECER O QUADRO CONTINUA


Ao entardecer na Ilha bela e maravilhosa
Tu e eu… Eu e tu contemplávamos o sol
Peguei-te na mão e via-te amor orgulhosa
Enquanto o Astro Rei escondia atrás do farol

Cansados resolvemos entrar na água… na Praia
Entrelaçados e cheios de sonhos beijávamos
A sombra da noite não reduzia a nossa alegria
Não tínhamos nada além da vida e dos sonhos

E também tínhamos a água tépida do mar
Onde a natureza confundia a sua sublime energia
Com o nosso forte e único deseja de amar
Como era bela a certeza que amanha era outro dia

Mas era mais um dia para o nosso amor se Vibrar
Saímos da água e sentamos ao pé do coqueiro
A Natureza falava mais tudo parecia silenciar
Perante o nosso amor tão nobre e tão verdadeiro

A natureza nocturna acordava ávida de amar
E nós curiosos e amantes comtemplávamos a noite
O mar não se cansava de os nossos pés molhar
E eu não cansava de falar do futuro tal um vidente

Hoje veio a idade mas não levou o desejo de sonhar
Vemos os nossos frutos os mais velhos são pais
E sorrimos para os netos, um a rir e outro a chorar
Ao entardecer o quadro continua cheio de animais

Praia, 18 de Novembro de 2014
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com

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