24 de jan de 2012

Diálogo entre Paradigmas: Sobre o trabalho, a tortura e outras práticas... by Cerridwen

Diálogo entre Paradigmas: Sobre o trabalho, a tortura e outras práticas: Entrevista a Christophe de Dejours "Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal" 01.02.2010 - 10:14 Por Ana Gerschenfeld V...

Christophe Dejours
Christophe Dejours (foto de Enric Vives-Rubio)

6 comentários:

  1. Cerridwen,

    gostei imensamente de ler isto, achei esclarecedor.

    Creio que a humanidade caminhou para um extremo de distancia das principais necessidades da natureza humana em busca de desenvolvimento, crescimento, lucros e afins, criando uma imensa desconexão do homem com seu meio e a sua própria natureza. A competitividade entre colaboradores, a pouca segurança e estabilidade no trabalho, a exigência máxima de produção e qualidade total, o caráter descartável que as empresas dão às pessoas, a desumanização que promovem, como cita o cientista Christophe Dejours nesta matéria, resultando em medo, falta de solidariedade entre colegas e na inadequação de outros sentimentos básicos e necessários ao ser humano, retira do homem toda a beleza do ser, que ele carrega e, coloca adiante dele e como sendo a coisa mais "bela" e importante que existe, o ter, o obter, o produzir.
    Que troca absurda esta! Como triturar diamante para produzir carvão, mal comparando, pois da beleza do ser humano não há diamante que se aproxime.O mundo corporativo ofusca tal beleza, desvaloriza-a a ponto de só ver o que se pode produzir a partir dela e não o que se pode evoluir a partir dela.

    Beijos

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    1. Olá Van!
      Achei importante compartilhar. Textos como este têm que alcançar não só funcionários de grandes corporações, mas qualquer um que esteja enfrentando os problemas descritos, os quais fomos jogados por conta da competitividade.
      Concordo contigo sobre o afastamento dos reais valores humanos.
      A perplexidade que me causa artigos como este, que me colocam à par de sofrimentos que eu não conhecia a existência, ou se sim, somente em situações ímpares, me impulsionam a protestar, e a minha forma de protesto é ainda muito tímida, colocando em redes sociais informações deste porte.
      Gostei muito de seu comentário. Sei o quanto é improvável que longos artigos sejam lidos, e saber que você deu a atenção que o tema merece, me causou enorme alegria.
      Um grande abraço!

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    2. Resposta enviada por Van (Retalhos do que sou):

      Olá Cerridwen,

      não poderia deixar de dar importância a um tema tão relevante descrito de maneira tão clara e embasada.

      Tanto acho importante que várias pessoas tenham conhecimento, leiam, reflitam e debatam o assunto, que enviei o link por e-mail para duas amigas que trabalham em grandes empresas, está guardado aqui para eu envia-lo a outras pessoas do meu ciclo que julgo interessante partilhar com elas.

      Muito obrigada por dar-nos o conhecimento da matéria.

      Abraços

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  2. Não. Não comentar agora.
    Vou dar a atenção que o texto merece, em minha opinião.
    Eu volto.
    Um abraço.

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    1. Beth, sou grata a você pelo interesse e pelo relato,sendo você uma profissional nesta área e portanto conhecedora do adoecimento de muitos por conta das estruturas alicerçadas na ganância, competitividade, vaidade e desprezo pelo outro. Valeu a pena aguardar para lê-la.Um abração!

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  3. Beth comentou a notícia Diálogo entre Paradigmas: Sobre o trabalho, a tortura e outras práticas...by Cerridwen.


    Então, voltei.
    Este tema é realmente apaixonante e ao mesmo tempo triste, porque em minha opinião não há como separar o mundo do trabalho do pessoal. Um repercute no outro mesmo que não seja perceptível.
    Eu tenho formação técnica na área de saúde do trabalhador, que conceitualmente é bem diferente da medicina do trabalho.
    Na medicina do trabalho a tendência é ver o trabalhador como um acessório importante, entretanto, descartável. Ele, trabalhador, pode adoecer, o trabalho não. Pois se o trabalho adoece, o lucro morre. E para não deixar o lucro morrer, a via é descartar o trabalhador, substituindo-o imediatamente. Afinal, sempre há reserva no mercado.
    Quanto ao assédio, este talvez seja a prática mais difícil de ser combatido, visto que é praticado com muita sutileza e a conivência com os demais pares. Sei bem como é, porque já sofri na pele e alma. O que me salvou foi o fato de ser servidora de carreira e não poder ser demitida, pois de concreto contra mim, profissionalmente, nada havia.
    A causa era “apenas” ter conhecimento técnico, o que com certeza ameaçava o conhecimento do “chefe”. Claro que na cabeça pequena dele. Não adoeci porque sou madeira de dar em doido... Tempos depois quem o ajudou a me assediar, provou do mesmo veneno, e hoje conversa comigo sobre o incidente. Não guardo rancor. rsrs
    Sobre os sindicatos: Realmente as representações sindicais se perderam, e muito, com as mudanças ocorridas nos processo de trabalho e dos avanços tecnológicos, também. A impressão que tenho é que já não conseguem representar mais os interesses coletivos, em várias áreas, limitando-se a apenas ao viés econômicos e salariais. Mesmo que conste da pauta de reivindicações outras questões, estas são rapidamente esquecidas quando conseguem os reajustes pretendidos. Triste.
    É claro que mudanças acorreram. Mas, ainda estamos muito longe de evitar que mortes e adoecimentos continuem a ocorrer. E isto não é um privilégio apenas do Brasil. Enquanto os empregadores (público e privado) não forem duramente penalizados, inclusive nos seus lucros (setor privado), as mudanças serão lentas, muito lentas. Pois o medo que o trabalhador tem de perder o emprego e ser proscrito do grupo o leva ao adoecimento e a não reação.
    Sim, é necessária a mudança de paradigmas. O trabalhador deve visto com um ser integral e a parte mais importante do processo e da organização do trabalho.
    É isso meu amigo.
    Paro por aqui porque se não o fizer, vou acabar escrevendo uma tese... rsrsrs
    Promessa feita, promessa cumprida!
    Grande beijo e bom final de semana.
    Fui!

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