4 de jun de 2012

LA CRÈME DU CRIME... by Rosam Cardoso


O que vejo nas ruas da pobreza denuncia o crime que a elite pratica todos os dias. 


O que é crime? 

É crime outorgar-se a posse de todas as riquezas do planeta e manter a 
maioria em miséria. 

É crime ter privilégios. 

O lucro selvagem é crime. 

Um sistema de saúde indigno, é crime. 

Um sistema de ensino depauperado, é crime. 

Deixar uma criança pedindo esmolas e comida, é crime. 

Usar a política para defender interesses próprios, é crime. 

Um país controlar, usar e abusar de outro país , é crime. 

Esbanjar riqueza enquanto seu irmão rasteja na lama, é crime. 

Dar setenta reais de bolsa família enquanto um rico gasta setenta mil 
num jantar ou alguém da classe média compra um carro super equipado 
sem ter necessidade real, é crime. 

Crime é o que praticamos contra o planeta, devastando seus recursos 
para manter a riqueza de poucos. 

É crime estimular o consumo. 

É crime gerar um sistema que mantenha as pessoas isoladas e 
individualistas enquanto precisamos mais do que nunca estarmos juntos. 

É crime vender armas e estimular guerras. 

É crime ganhar dinheiro com a religião. 

É crime ganhar dinheiro com a exploração alheia. 

É crime os ricos criarem zonas protegidas no caso de catástrofes, 
enquanto os desprovidos não têm para onde ir. 

É crime os meios de comunicação vomitarem banalidade e violência, 
mantendo-nos à margem da história, enquanto precisamos urgentemente de 
consciência e união. 

A democracia tornou-se o berço dos crimes legalizados, posto que, os 
que fazem as leis, são os mesmos que controlam, dominam e roubam.


Os bancos são vampiros. 

As multinacionais são vampiras. 

Os ricos são vampiros. 

Os políticos são vampiros. 

As igrejas são vampiras. 

Os militares são vampiros. 

Todos eles sugam a existência de cada um de nós em nome do poder e de 
privilégios próprios. 

Nossa saída é diminuirmos drasticamente o consumo. Somos nós, a massa, 
que mantemos esta situação. Ao tomarmos posse das rédeas do consumo 
teremos o controle em nossas mãos. As empresas dependem integralmente 
do consumidor, por esse motivo, elas estimulam doentiamente nossos 
interesses consumistas. 

Temos a faca e o queijo na mão. Resta-nos saber se iremos usar isso 
para destruirmos esta civilização ou se daremos asas a grandiosidade 
do que é ser humano. 

Não deem ouvidos a mídia, ela é instrumento de nossos algozes. 

Não 
deem ouvidos aos nossos líderes, eles são pau mandado das grandes 

empresas. 

Dê ouvido ao seu coração. Nele está inscrito: não precisamos de nada 
além do que somos. Os objetos e as coisas são complementos, não nosso 
objetivo de vida. 



Seja feliz sendo você mesmo. 



A natureza nos 
presenteou com essa possibilidade. 



Creiam,




nosso brilho ainda está por 
vir

se tivermos a coragem 
do desapego.

4 comentários:

  1. Querido amigo Cigano!
    Que belíssima reflexão do nosso amigo Rosam Cardoso!
    Meus parabéns por compartilhar, vale a pena ler e reler!

    Tantos crimes tanta miséria, e alguns fazendo exageros, dando as costas para tudo e a todos.
    Sim eu concordo a população tem tudo para dominar esta situação de descaso, é só boicotar tudo o que é desnecessário, tudo o que passa dos limites!
    O querer sempre mais cega o homem o faz cruel,
    o mundo está cada vez mais podre, e as pessoas vão indo, vão levando as suas vidas, parecem que estão cegas para a pobreza, a injustiça até mesmo ao amor ao próximo!

    Eu já havia lido esta reflexão no Grupo Canto Cigano, e quando eu a li comecei a repensar sobre muitas atitudes minhas, sobre o que eu necessito realmente para viver! Chega de dar vida a esta exploração de vampiros!

    Beijos e abraços

    Dany

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa resposta não pode mais se resumir à indignação, Querida Dany... Precisamos agir!

      E o Rosam expões bem tal necessidade e deixa claro que é hora de fazermos a hora!

      Lindo comentário, meu Anjo!

      Beijos em seu coração!

      Excluir
  2. Oi Cigano,

    adorei ler este desabafo do Rosam, nós sabemos de tudo isto que ele diz de maneira tão clara e objetiva, mas fechamos os olhos para prosseguirmos comodamente.

    Os Césares, no velho Império Romano já sabiam: convença a massa de que você tem poder, que eles te concederão o poder. Sim, porque o poder quem detêm é o povo, mas é convencido a delegar esse poder a quem irá espoliá-lo, sob o pretexto de cuidarem de seus interesses e felicidade, é o político que convence o povo de que o salvará da miséria e chegando lá enriquece a si e toda a sua família e amigos, enquanto o povo recebe um salário mínimo ou uma bolsa família de 70 reais, são os bancos com seus comerciais que são facilmente cabíveis na cláusula de propaganda enganosa do código do consumidor (válido e aplicável só aos pequenos), com seus golpes baixos publicitários com mensagens de que para ter uma família feliz é preciso fazer um financiamento para a casa própria,para garantir o futuro do filho o pai precisa fazer um título de capitalização para ele, para viajar de férias deve-se usar o cartão de crédito ao máximo, mas se as imagens mostram famílias felizes, a dívida impagável na maioria dos casos, tirará o sossego do sujeito e às vezes até a sua família e saúde, isso é propaganda enganosa apelando para o pior golpe: o emocional, o que mais importa à pessoa: família, filhos, felicidade. E nessa linha segue toda a apelação para o consumismo, aquele que torna todo mundo mais pobre e grandes empresas e grupos, mais ricas. Ou seja: Quem dá poder a eles é o povo, não conseguiriam nada se o povo se negasse ao consumo, se não acreditassem em promessas de partidos e de políticos, mas as pessoas se deixam levar e entregam todo o seu poder nas mãos dos seus algozes, acham que precisam de salvadores e de muita coisa mais que dizem-nos que precisamos, como bem colocou Rosam.

    Desculpe o falatório, meu Amado Cigano, este assunto me inflama.

    Beijos e carinho!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sua análise é profunda, focada e só serve para complementar exatamente o exposto no texto,Adorável Van!

      Somos os dois lados da moeda...Algozes e vítimas de nós mesmos...

      É hora de entender que podemos ser um terceiro personagem: Heróis de nós mesmos. Basta agir.

      Obrigado pela linda reflexão, minha Menina!

      Beijos em seu coração!

      Excluir

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